Megaoperação da Polícia Civil prende 225 pessoas em Mato Grosso por tráfico, agiotagem e extorsão
Cuiabá — Uma megaoperação da Polícia Civil de Mato Grosso resultou na prisão de 225 suspeitos ligados a uma facção criminosa acusada de tráfico de drogas, agiotagem, extorsão, lavagem de dinheiro e controle territorial na região de Primavera do Leste (MT).
Ação policial em vários estados
Denominada Operação Cartório Central, a ação foi deflagrada na manhã de 14 de janeiro de 2026 para cumprir 471 mandados judiciais, entre eles:
- 225 mandados de prisão preventiva;
- 225 de busca e apreensão domiciliar;
- 21 de medidas de bloqueio e indisponibilidade de valores.
As ordens judiciais, expedidas pela 1ª Vara Criminal de Primavera do Leste, foram cumpridas em diversas cidades de Mato Grosso e em outros estados, incluindo Goiás, Mato Grosso do Sul, Pará, Acre e São Paulo.
Facção criminosa estruturada e crimes investigados
Segundo a investigação da Delegacia de Primavera do Leste e da Divisão de Investigação sobre Entorpecentes, o grupo atuava de forma organizada, com hierarquia interna, logística própria e sistema de arrecadação, coordenando:
- Tráfico de drogas;
- Cobrança de dívidas com juros abusivos (agiotagem);
- Lavagem de dinheiro;
- Extorsões e possível sequestro de agiotas independentes.
As investigações, que duraram pouco mais de um ano, apontaram que os recursos ilícitos eram usados para arrecadar valores e mascarar a origem do dinheiro por meio de empréstimos informais a terceiros, especialmente comerciantes. Os investigadores destacaram indícios de que os valores oriundos de crimes eram “lavados” ao serem executados por meio desses mecanismos de agiotagem e repasses financeiros dentro da organização.
Objetivos da operação e próximos passos
O delegado Rodolpho Bandeira, responsável pelas investigações, afirmou que a operação tem como principais objetivos:
- Desarticular a estrutura do grupo criminoso;
- Identificar e responsabilizar seus integrantes;
- Interromper o fluxo financeiro ilícito;
- Reduzir o poder de atuação da facção criminosa na região.
Bandeira ressaltou que as investigações continuam em andamento, e que todo o material apreendido será analisado para subsidiar novos procedimentos e aprofundar a responsabilização criminal e patrimonial dos envolvidos.
